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Na terça-feira (19) comemorou-se o Dia do Índio, mas não só na data é que eles devem ser lembrados. A Universidade Federal do Rio Grande (FURG), por meio da Pró-Reitora de Assuntos Estudantis (Prae) e da Coordenação de Ações Afirmativas (CAAF/Dides), reforça o compromisso com as políticas de ações afirmativas que asseguram, além do ingresso, a permanência efetiva dos estudantes do Coletivo Indígena na Universidade.

A Universidade busca a aproximação e o diálogo da academia com os povos indígenas e os méritos sociais, históricos e institucionais do processo em curso, que garante o acesso ao Ensino Superior. O líder indígena Kaingang Augusto Open da Silva (in memoriam), de Iraí, foi um dos primeiros indígenas a dialogar com a FURG na implementação das ações afirmativas no ano de 2009. O líder costumava orientar aos estudantes indígenas que é necessário “ter um pé na universidade e outro na cultura”.

A FURG busca também desenvolver a reflexão sobre a importância da preservação dos povos indígenas, da manutenção de suas terras e respeito às suas manifestações culturais, o ano todo. “Devemos lembrar também que os índios foram os primeiros habitantes dessa terra e desde então, o que vimos é o desrespeito e a diminuição da população. Os povos indígenas sobrevivem lutando pelos seus direitos e contra medidas que tentam suprimir, como a PEC 215. Nesse processo de luta pela existência, enfrentam a omissão, o abandono do estado, a violência do latifúndio e o preconceito”, explica a coordenadora de Ações Afirmativas, Daniele Jardim.

Sobre a data O Dia do Índio foi criado em 1943, através do decreto de lei número 5.540. A origem se deu no ano de 1940, quando foi realizado no México o Primeiro Congresso Indigenista Interamericano.